Bahia promove evento sobre a economia do mar e a conservação do meio ambiente marinho

Fórum Internacional de Meio Ambiente e Economia azul reuniu especialistas e governos locais com intuito de formar uma rede internacional de pesquisas e estudos sobre os oceanos

29 de set de 2020

Crédito: II Fórum Internacional do Meio Ambiente e Economia Azul

Entre os dias 23 e 25 de setembro, aconteceu a segunda edição do Fórum Internacional de Meio Ambiente e Economia Azul. O evento, que neste ano ocorreu virtualmente, foi uma realização do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em parceria com o Atlantic International Research Centre (AIR Centre), órgão vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), com o apoio institucional da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). 

 

O Fórum visou fomentar a troca de experiência entre dirigentes governamentais, empresários e acadêmicos de vários países sobre a economia do mar, com vistas a formar uma rede internacional de pesquisas e estudos sobre os oceanos e ampliar as conexões para a realização de ações de inovação voltadas para a conservação do meio ambiente marinho, o desenvolvimento sustentável e a inclusão produtiva de populações.

 

Em 2020, o principal tema tratado durante as plenárias e workshops foi “Inovação, sustentabilidade e preservação do ambiente marinho na recuperação econômica pós-pandemia”. O evento também contou com abordagens sobre: políticas públicas para a economia azul; preservação e restauração da biodiversidade costeira; tecnologias para observação das costas e oceanos; impacto e oportunidades de financiamentos internacionais e cooperação nacional e internacional para a economia azul.

 

Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, participou de uma das sessões-plenária e falou sobre o Programa de Enfrentamento às Mudanças Climáticas para estados sub-nacionais. Perpétuo destacou os marcos globais do plano subnacional e afirmou que os parâmetros apresentados precisam nortear as políticas dos estados em relação à mudança do clima. “Do ponto de vista de oportunidades, a mudança climática é a agenda do século XXI, e os estados têm uma função muito importante de trazer os municípios para perto, se agrupando em consórcios e associações para, além de entenderem, trabalharem juntos em compromisso com a temática”.

 

 

 

Participaram da sessão também Emerson de Oliveira, da Fundação O Boticário, que abordou o tema do turismo em unidades de conservação e outras áreas naturais, e Marcelo Romani, CCO do Brasil Mata Viva, que falou sobre adoção de programas de crédito de carbono. 

 

Um pouco sobre o conceito de economia azul

 

A economia azul é um modelo de desenvolvimento que propõe mudanças estruturais na economia, baseado no funcionamento dos ecossistemas. A Ideia é transformar problemas em oportunidades para criar soluções para a saúde humana, meio ambiente e a economia local.  Esse tipo de economia pode ser baseado no uso inteligente e aproveitamento total dos recursos naturais e no funcionamento dos ecossistemas sem prejudicá-los. As soluções propostas pela economia azul não geram consequências indesejadas. 

 

O termo foi cunhado pelo empresário belga Gunter Pauli, que indica em seu livro Blue Economy cem ideias inovadoras que beneficiam o meio ambiente ao mesmo tempo em que satisfazem as necessidades básicas do ser humano. Segundo Pauli, se as ideias fossem colocadas em prática, gerariam cerca de 100 milhões de empregos. 

 

Algumas ideias saíram do papel: o engenheiro gaúcho Jorge Alberto Vieira Costa, um dos pioneiros na aplicação do conceito da economia azul no Brasil, realiza pesquisas com algas Spirulina que absorvem CO² da queima do carvão, produzem proteínas que podem ser utilizadas para complementar os nutrientes da alimentação e, além disso, podem ser transformadas em biocombustíveis.

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