Representantes de governos locais e regionais participaram do 3º Encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR), realizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ministério das Cidades, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Presidência da COP30, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Cool Coalition, com apoio do ICLEI, C40, Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia (GCoM), WRI Brasil, Centro Brasil no Clima, Consórcio Brasil Verde, CCFLA e diversos outros parceiros.
Nesta edição, a programação foi dedicada ao tema “Enfrentando o Calor Urbano Extremo com Soluções Baseadas na Natureza”, refletindo o alinhamento entre agendas nacionais e internacionais voltadas à adaptação climática e ao resfriamento urbano sustentável.
Ao longo de três dias de atividades em Brasília, os parceiros do Programa PCVR promoveram uma agenda que combinou sessões abertas, oficinas técnicas e espaços de troca entre governos locais, com foco na implementação de políticas e projetos. Os debates abordaram temas como governança climática, financiamento, gestão de resíduos, uso estratégico de dados e soluções baseadas na natureza, com o objetivo de apoiar as cidades na transição do planejamento para a execução de ações concretas.
Entre os destaques da programação, o ICLEI ressalta a realização do primeiro intercâmbio de experiências do Programa Mutirão Brasil Cidades Amazônicas.
Programa Mutirão Brasil Cidades Amazônicas: intercâmbio entre pares sobre governança climática local
Como parte da programação do Encontro, foi realizado um intercâmbio entre pares sobre governança climática local no âmbito do Programa Mutirão Brasil Cidades Amazônicas, liderado pela C40 e pelo GCoM, implementado pelo ICLEI e com apoio da FNP. A atividade reuniu representantes das seis cidades-piloto do programa — Altamira (PA), Barcarena (PA), Boa Vista (RR), Cáceres (MT), Parintins (AM) e Rio Branco (AC).
Como etapa preparatória, entre março e abril de 2026, o ICLEI conduziu entrevistas com representantes políticos e técnicos das cidades para mapear percepções, iniciativas, capacidades institucionais e desafios relacionados à governança e à ação climática local. A partir desse diagnóstico, foram elaborados perfis simplificados que subsidiaram as discussões da sessão.
O intercâmbio promoveu um espaço de diálogo técnico e político voltado aos principais desafios e oportunidades para fortalecer e institucionalizar a ação climática em contextos urbanos amazônicos. As discussões evidenciaram a complexidade dos territórios e reforçaram a importância da cooperação intra-regional para acelerar soluções adaptadas às realidades locais.
Durante a atividade, os governos locais compartilharam experiências sobre governança climática, coordenação intersetorial, articulação multinível, marcos normativos e estratégias de engajamento político e institucional. A troca permitiu identificar práticas inspiradoras e caminhos replicáveis para fortalecer capacidades locais de planejamento e implementação climática.
Por fim, a sessão também marcou o início da construção coletiva de um Roadmap de Ação Climática Multinível na Amazônia, que irá sistematizar recomendações, prioridades e instrumentos de apoio conforme os diferentes níveis de maturidade institucional dos municípios amazônicos. Um segundo intercâmbio entre pares, com foco em Planos Locais de Ação Climática, está previsto na continuidade das atividades do Programa.