No entanto, também houve um ajuste por conta de uma alteração nos dados do IBGE de população brasileira para 2024. Como as emissões de resíduos variam em proporção direta à da população, o ajuste de 5% a mais no número de brasileiros entre 2023 e 2024 provocou também, por tabela, o aumento das emissões do setor.
“Tivemos em 2024 a maior emissão da série histórica para o setor de resíduos. Isso decorre de um aumento na quantidade de resíduos sólidos coletados pelas cidades brasileiras, mas também por conta de ajustes metodológicos e nas fontes de dados que empurraram as emissões para cima”, diz Iris Coluna, assessora técnica de projetos do ICLEI América do Sul, responsável pelas estimativas do setor no SEEG.
“O Brasil deu passos para vencer o desafio da disposição final do lixo e no cumprimento da meta de encerramento dos seus lixões e hoje já manda 70% de seus resíduos sólidos para aterros sanitários. Agora precisamos seguir avançando na erradicação da disposição final inadequada, promover a recuperação dos nossos resíduos e avançar na universalização do tratamento de esgotos, ao mesmo tempo reduzindo as emissões pelo tratamento”, afirma Iris Coluna.