25/10/2020

Em curso, ICLEI América do Sul fala sobre mitigação e adaptação

Enfrentar a mudança do clima nas cidades demanda um envolvimento de todas as partes e medidas integradas entre diferentes secretarias. Dentro das ações, a mitigação – para reduzir ou remover gases de efeito estufa da atmosfera – e a adaptação – para ajustar sistemas e a sociedade para enfrentar os impactos da mudança do clima-, aliadas à análise de vulnerabilidade do território, podem ser decisivas para a resolução dos problemas agravadores da crise climática. 

Para auxiliar as cidades a se aprofundarem na temática de adaptação à mudança do clima e redução de riscos, o ICLEI América do Sul ministrou um dos módulos, disponibilizado entre os dias 10 e 17 de agosto deste ano, do Curso de Educação e Conscientização Ambiental da Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE).

Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI América do Sul, abriu o módulo destacando o contexto da pandemia da Covid-19, que agrava os desafios já enfrentados pelos governos locais, como a fome, a pobreza, o racismo e também desigualdades relacionadas a questões como gênero e diversidade sexual.

Infelizmente, a pandemia agrava todas essas circunstâncias e põe à prova a qualidade da ação dos governos subnacionais. As prefeituras, portanto, devem usar todas as oportunidade para fomentar a educação cidadã e a participação social, bem como a agenda do enfrentamento à crise climática”, comentou Perpétuo.

Igor Albuquerque, gerente de projetos do ICLEI América do Sul, apresentou os principais conceitos de adaptação e mitigação, ressaltando a importância de ações urbanas que integrem essas medidas no planejamento para uma maior incidência na agenda climática. Em seguida, a cidade de Sorocaba (SP) foi destaque por seu comprometimento com a agenda por meio do projeto Urban-LEDS, que apoia no desenvolvimento de cenários de emissões para estabelecer metas de reduções e compor seu plano de mitigação de gases de efeito estufa.

Para não deixar de reconhecer o importante papel da população nas políticas públicas, Armelle Cibaka, consultora do ICLEI América do Sul para o Líderes do Futuro, falou sobre os mecanismos de participação como o desenvolvimento de mapas participativos, possibilitando, por exemplo, as contribuições da população na elaboração do mapa de vulnerabilidade de sua região.

“A melhor maneira de garantir uma inclusão adequada da população é por meio da educação cidadã e ambiental. Essa educação tem como principal objetivo formar e informar a população, de maneira que tenha em mãos todos os elementos que permitem a sua participação nos espaços de decisão e também em espaços de desenvolvimento dos projetos e das soluções que permeiam a sua realidade. Isso é especialmente importante no nível local porque a administração das cidades é a esfera mais próxima das populações”, adicionou Cibaka.

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