Sobre o ICLEI

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Sobre o ICLEI

Quem somos

ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade é uma rede global de mais de 2.500 governos locais e regionais comprometida com o desenvolvimento urbano sustentável. Ativa em mais de 125 países, influenciamos as políticas de sustentabilidade e impulsionamos a ação local para o desenvolvimento de zero carbono, baseado na natureza, equitativo, resiliente e circular.

Nossa rede e equipe de especialistas trabalham juntos oferecendo acesso a conhecimento, parcerias e capacitações para gerar mudanças sistêmicas em prol da sustentabilidade urbana.

O ICLEI América do Sul conecta seus mais de 150 governos associados em 8 países a este movimento global. Em 2018, para continuar construindo fortes relações de apoio com seus associados, o Secretariado Regional abriu dois Escritórios de Coordenação Nacional, na Colômbia e na Argentina, respectivamente. O escritório na Colômbia é sediado pela Área Metropolitana do Valle de Aburrá (AMVA); e na Argentina, é sediado na cidade de Rosário. Em 2020, nasce o Escritório ICLEI Brasil, com sede em São Paulo, na mesma perspectiva de apoio à maior base de associados na América do Sul, que hoje congrega 95 governos subnacionais brasileiros. Com o intuito de fortalecer a agenda e de ficar mais próximo às regiões estratégicas no país, o ICLEI Brasil inaugurou, em 2021, os trabalhos dos Escritórios Subnacionais em Pernambuco, Minas Gerais e na Região Sul.

Ao longo destes anos, o ICLEI América do Sul destacou-se no desenvolvimento e execução de projetos nas temáticas de: Clima e Desenvolvimento de Baixo Carbono, Resiliência, Resíduos Sólidos, Compras Públicas Sustentáveis, Biodiversidade Urbana, entre outros.

Mosaico ICLEI

História

O ICLEI foi fundado em 1990 por 200 governos locais de 43 países, que se reuniram no primeiro Congresso Mundial de Governos Locais por um Futuro Sustentável na sede das Nações Unidas em Nova York. Nossas operações começaram em 1991, com o Secretariado Mundial em Toronto, Canadá.

Nossos primeiros programas globais foram a Agenda 21 Local, um programa de promoção da governança participativa e planejamento do desenvolvimento sustentável local, e o Cidades pela Proteção do Clima™ (CCP), o primeiro e maior programa do mundo de apoio a cidades para planejamento da ação climática. Os programas do ICLEI deixaram de trabalhar apenas aspectos ambientais para abraçar questões de sustentabilidade de forma mais ampla. O Conselho ICLEI reconheceu isso e ampliou formalmente o mandato da associação em 2003, quando foi renomeada ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade.

O ICLEI tem atuado na América Latina desde 1994. O primeiro escritório para a América Latina e Caribe foi estabelecido em Santiago, Chile, em junho de 1996, e o primeiro Secretariado Regional foi sediado pelo Rio de Janeiro, em outubro de 2000. A cidade de Buenos Aires foi escolhida como sede do Secretariado para América Latina e Caribe entre 2006 e 2010, período em que se estabeleceu, também, um Escritório de Projetos no Brasil, em São Paulo. Em 2011, estabeleceu-se o atual Secretariado para América do Sul, em São Paulo, Brasil.

Ainda em 2011, um novo modelo para as nossas atividades na região foi aprovado, com dois Secretariados, o Secretariado para América do Sul, liderado atualmente pelo escritório do ICLEI em São Paulo, Brasil, e o Secretariado para o México, América Central e Caribe (MECS), liderado pela equipe do escritório do ICLEI no México.

Visão Estratégica

Os especialistas do ICLEI estão trabalhando em conjunto com os governos locais e regionais para antecipar e responder a desafios complexos, da urbanização e mudança climática à degradação e desigualdade do ecossistema. Investimos na capacidade e no conhecimento necessários para projetar soluções para esses desafios e tomar decisões informadas por dados, evidências científicas e contextos locais.

O ICLEI lidera a troca de conhecimento e desencadeia conexões cidade-cidade e cidade-região em todo o mundo. A troca entre pares e capacitações estão no centro do que fazemos.

Nas escalas nacional e global, incidimos por políticas influentes que reflitam os interesses dos governos locais e regionais e apliquem políticas globais às estratégias de desenvolvimento urbano sustentável no nível subnacional.

Formamos alianças estratégicas com organizações internacionais, governos nacionais, instituições acadêmicas e financeiras, sociedade civil e setor privado. Criamos espaço para inovação e lideramos nossos parceiros para construir novas formas de apoiar o desenvolvimento sustentável em escala urbana.

Nossos caminhos, nossa abordagem

No nível subnacional, o ICLEI impulsiona mudanças ao longo de cinco caminhos interconectados que atravessam setores e fronteiras jurisdicionais. Esta visão permite que os governos locais e regionais pensem de forma holística e adotem uma abordagem integrada para o desenvolvimento urbano sustentável.

A equipe do ICLEI e os representantes governamentais subnacionais trabalham colaborativamente em nível municipal ou regional para identificar desafios e levar os fatores de sucesso ao próximo nível. Por meio desta atuação conjunta, fomentamos o pensamento de longo prazo e mais amplo sobre o desenvolvimento urbano sustentável.

Um projeto ou iniciativa pode ser orientado por um caminho específico, como o desenvolvimento resiliente. Nossa equipe explora os pontos de conexão com outros caminhos para promover mudanças sistêmicas – por exemplo, observando onde a equidade se cruza com a resiliência ou onde as soluções baseadas na natureza podem contribuir.

Na escala urbana, esses caminhos equilibram os padrões da vida humana, o ambiente construído e os sistemas naturais dentro e ao redor de nossas cidades. Isso muda as comunidades individuais e, por meio de ações coletivas, cria um efeito multiplicador que impulsiona o desenvolvimento sustentável em nível nacional, regional e global. Esses caminhos incorporam as metas e valores estabelecidos na agenda global de sustentabilidade e são um meio de alcançar progresso em todos os níveis.

Esses caminhos são parte do Compromisso e Visão Estratégica 2024-2030 do ICLEI, e orientam a rede a otimizar soluções que considerem as interconexões dos sistemas urbanos, criando cidades mais resilientes e sustentáveis.

Os cinco caminhos

O caminho de desenvolvimento de zero emissões desacelera as mudanças climáticas, cria novas oportunidades econômicas e melhora a saúde dos sistemas humanos e naturais.

Através deste caminho, os governos locais e regionais reduzem os poluentes ambientalmente nocivos e as emissões de gases de efeito estufa dos sistemas de aquecimento, resfriamento, iluminação e alimentos, e reduzem o ruído. Eles reduzem as emissões de gases de efeito estufa em todas as atividades, especialmente em transporte, resíduos e construções. Eles visam a infraestrutura e operações neutras em carbono até meados do século, e inauguram uma era de energia renovável, se despojando de combustíveis fósseis, comprometendo-se com 100% de energia renovável e usando soluções baseadas na natureza. Promovem a mobilidade sustentável de passageiros e cargas, priorizam políticas de combustível limpo e veículos elétricos a partir de energia renovável e optam por soluções de mobilidade centradas nas pessoas.

O caminho de desenvolvimento baseado na natureza protege e aprimora a biodiversidade e os ecossistemas urbanos, que sustentam os principais aspectos das economias locais e o bem-estar e resiliência de nossas comunidades.

Através deste caminho, os governos locais e regionais priorizam ambientes locais saudáveis, nos quais o ar, a água, o solo e todos os recursos naturais que sustentam a vida e a saúde são protegidos e nutridos. Eles implantam estratégias e planos que destravam o potencial da natureza para fornecer serviços essenciais e novas oportunidades econômicas. Eles aplicam soluções baseadas na natureza, usam infraestrutura azul e verde e promovem zonas verdes.

O caminho de desenvolvimento circular e os novos modelos de produção e consumo constroem sociedades sustentáveis que usam recursos recicláveis, compartilháveis e reabastecedores para acabar com o modelo linear de produzir, consumir e descartar.

Através deste caminho, os governos locais e regionais desvinculam o desenvolvimento urbano e econômico do consumo de recursos e condicionam os custos ambientais e sociais ao preço dos bens e serviços. Eles incentivam o acesso equitativo aos recursos e criam sistemas urbanos e periurbanos de circuito fechado. Eles apoiam novas economias locais que são produtivas e não extrativas, onde os recursos são trocados e não desperdiçados. Os governos locais e regionais priorizam a gestão sustentável de resíduos e trabalham com o setor empresarial desde o engajamento inicial até a entrega de soluções que apoiem as metas locais de sustentabilidade e atendam às necessidades de todos os cidadãos. Eles usam o poder de aquisições para economias verdes.

O caminho de desenvolvimento resiliente antecipa, previne, absorve e se recupera de choques e tensões, especialmente aqueles trazidos por rápidas mudanças tecnológicas, ambientais, sociais e demográficas, e para melhorar as estruturas essenciais de respostas básicas.

Por meio desse caminho, os governos locais e regionais fazem da resiliência parte essencial das estratégias municipais e se preparam para novos riscos e impactos, levando em conta os direitos e as necessidades de setores vulneráveis da sociedade. Eles continuamente fortalecem os sistemas essenciais, aliviando a carga sobre as pessoas e o meio ambiente. Perseguem uma abordagem transparente e inclusiva que melhora a confiança nas instituições e nos processos que as apoiam.

O desenvolvimento equitativo e centrado nas pessoas constrói comunidades urbanas mais justas, habitáveis, inclusivas e combate a pobreza.

Através deste caminho, os governos locais e regionais buscam processos e padrões que apoiem o desenvolvimento inclusivo para todos e que salvaguardam os sistemas naturais de apoio à vida humana. Eles garantem que o ambiente natural e construído dentro e ao redor das cidades melhore a habitabilidade e a segurança, promova a saúde humana e mitigue doenças. Eles buscam acesso seguro a alimentos, água, energia e saneamento para todos, e ar e solo limpos. Eles criam e mantêm comunidades centradas no ser humano, seguras, social e culturalmente coesas, onde diversidade e identidades distintas são tecidas na malha social.

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